COLÉGIO MESTADUAL MARIA ZULMIRA TÔRRES- ENSINO RLIGIOSO 2010 – Professora Sylvia Braga
A origem do halloween e comemoração do Dia de Todos os Santos
A origem do halloween vem das tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C.( embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase “Gostosuras ou travessuras” que foram adaptadas) exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário do povo celta da Irlanda. O festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro marcava o fim do verão (samhain significa literalmente “fim do verão”).
A celebração do Halloween tem duas origens que no transcurso da História foram se misturando:
1 - Origem Pagã
A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabe sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrava com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que atuavam como “médiuns” entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.
2 -Origem religiosa :
Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar “Todos os Mártires”. Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (Panteão de Roma)|num templo cristão e o dedicou a “Todos os Santos”, a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III mudou a data para 1º de novembro, Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e “All Hallow Een” até chegar à palavra atual .HALLOWEN.
Em Portugal, no Dia de Todos os Santos as crianças saem juntas à rua para pedir o “pão-por-deus” de porta em porta, recitando versos e recendo em troca, pão, broas, bolos, romãs, frutas secas, nozes, amêndoas,ou castanhas que colocam dentro dos seus sacos de pano. É também costume em algumas regiões, os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em determinadas povoações a data também é conhecida como "Dia dos Bolinhos".
Hoje nós vemos semelhança do Hallowen americano com o nosso Cosme e Damião que veio de tradição portuguesa e o Dia dos Bolinhos que se comemora em Portugal . Também do dia de Todos os Santos e a celebração Celta do Samhain. Muda a data, mudam os povos e os costumes, mas o objetivo e bem igual.
Como podemos perceber todos os povos têm tradições e religiosidade própria ( tudo depende da cultura e da fé) precisamos entender melhor e aprender a respeitar o culto dos outros e a viver as nossa tradições e nossos cultos com certeza daquilo que estamos fazendo ..
No Brasil foi instituído pelo governo, no ano de 2005, “31 de outubro o Dia do Saci” para evitar a comemoração americana do Hallowen. Você sabia disso?
No final de tudo, minha gente, Hallowen é muita festa.vejam como é importante conhecer para entender e respeitar.
ResponderExcluirOrigem cristã, origem pagã...que importa isso? Afinal, o que é uma religião? As religiões se baseiam num princípio único para todas: a revelação. Se não há uma "verdade" revelada, não há religião. Algumas religiões dispõem de pessoas especiais para a interpretação, que são os seus sacerdotes. A interpretação dessas revelações por essas autoridades que compõem uma hierarquia, são o que chamamos doutrina. Assim, uma doutrina é uma explicação feita por uma autoridade hierárquica, que tem seu lugar num determinado tempo e espaço, acerca de uma dada revelação, que é o princípio básico da religião. Portanto, as interpretações autorizadas da hierarquia de uma dada religião, correspondem à visão que esta hierarquia possui sobre determinado tema. O simples fato do uso da expressão "pagã" já expressa essa intenção, que é, em benefício da religião dominante, ou que se pretenda a tal, de estigmatizar a religião a ela antagonista. É bem normal que as religiões cristãs então, tenham conferido um caráter "demonizante" a elementos das religiões antigas ou de religiões diferentes, no intuito de ou superá-los ou absorvê-los, "cristianizando-os". Agora, os membros de uma religião são, por força de pertencerem a essa religião, obrigados a aceitar os ensinamentos de sua doutrina, posta por indivíduos "autorizados" para tal, como expressão da interpretação que fazem da revelação. A questão, portanto, não é de julgar as coisas com base no princípio religioso, em sua visão moral da realidade. A questão é escolher se o princípio religioso tem essa validade para mim. Aceitar essa validade é concordar com a interpretação feita pela hierarquia autorizada acerca da revelação. E essa interpretação portanto, não tem validade para todos, o que a torna não suficiente, nem com autoridade para ser utilizada como um princípio moral genérico.
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